terça-feira, 2 de agosto de 2016

XXXIV Festival Internacional de Folclore de Arouca: programa

O Conjunto Etnográfico de Moldes organiza a 34.ª edição do Festival Internacional de Folclore de Arouca, de 17 a 20 de Agosto.
Quatros dias de programação que pretendem proporcionar experiências interculturais com espectáculos de folclore, workshops de dança, uma mostra gastronómica e outras actividades de promoção da cultura popular, nacional e eslovaca. Este ano, uma das novidades do programa é a introdução de artes de representação quase extintas em Portugal, o Teatro D. Roberto e Teatro de Marionetas de Fios. 











PROGRAMA

Quarta-Feira | 17 de Agosto 2016
15:00 | Teatro Dom Roberto “O Barbeiro” e “Tourada Portuguesa”, pela Companhia de Teatro “Marionetas da Feira”
Local: Loja Interactiva de Turismo de Arouca

22:00 | Teatro de Marionetas de Fios “O Circo das Marionetas”, pela Companhia de Teatro “Marionetas da Feira”
Local: Centro Cultural e Recreativo de Moldes

Quinta-Feira | 18 de Agosto 2016
22:00 | Espectáculo e Workshop de Dança com o Rancho Folclórico de Gens (Gondomar), Grupo Folclórico de Nespereira (Cinfães) e CAVARGOSE Slovakia Folklorists Team (Eslováquia)
Local: Praça Brandão de Vasconcelos

Sexta-Feira | 19 de Agosto de 2016
20:30 | Noite Gastronómica com sabores típicos de Portugal e Eslováquia
Inclui animação com música tradicional (portuguesa e eslovaca) e espectáculo com o Rancho Folclórico do Baixo Vouga (Aveiro)
Efectuam-se reservas pelo n.º 966 108 178 ou 912 160 758
Local: Pátio dos Comuns (Mosteiro de Arouca)

Sábado | 20 de Agosto de 2016
18:30 | Desfile Etnográfico
Local: Av. 25 de Abril, Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, Pr. Brandão de Vasconcelos

22:00 | Espectáculo de Folclore com
Grupo Folclórico de Cantas e Cramóis de Pias – Cinfães
Rancho Folclórico da Vila de Cano – Sousel
Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio – Braga
Rancho Folclórico do Ourondo – Covilhã
Conjunto Etnográfico de Moldes – Arouca
CAVARGOSE Slovakia Folklorists Team  – Eslováquia
Local: Terreiro de Santa Mafalda

Apoios | Município de Arouca | Junta de Freguesia de Moldes | Instituto Português do Desporto e Juventude | Fundação INATEL | Agrupamento de Escolas de Arouca | Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Arouca | União de Freguesias de Arouca e Burgo 

Organização | Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Corais de Moldes nas Conferências do Douro, em Trás-os-Montes

As Cantas e os Cramóis de Moldes chegaram a Trás-os-Montes. Representando o Arouca Geopark, as mulheres botaram umas cantas durante as Conferências do Douro, que tiveram lugar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), na passada segunda-feira, dia 20 de Junho. Canário, Vira Bom e Tirana foram alguns corais apresentados.
As Conferências do Douro são uma iniciativa bienal promovida conjuntamente pela UTAD e pela Fundação Maria Rosa, cujo objectivo é debater o Douro, os seus recursos e o seu desenvolvimento. Esta primeira edição debateu o Desenvolvimento Territorial Sustentado e os Estilos de Vida Saudáveis e contou com a presença de reconhecidos especialistas nacionais e estrangeiros, entre eles o Conselheiro Científico do Arouca Geopark, Artur Sá. O primeiro painel abordou o Douro como um território pleno de oportunidades e o segundo teve como mote “O bem que o Douro nos faz”. Pelo meio foi apresentada a recém-instituída Cátedra UNESCO da UTAD em “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis”.
Segundo uma comunicação da universidade, esta cátedra, cujo coordenador é Artur Sá, “para além de contribuir para aumentar a consciencialização da sociedade para as suas temáticas, oferece oportunidade de formação avançada em áreas como geoparques, património geológico e geoconservação, geoturismo, educação para o desenvolvimento sustentável, desenvolvimento local, dinâmica económica e coesão sócio-territorial e estilos de vida saudáveis, apostando fortemente na mobilidade e na investigação prática aplicada aos territórios.” 
Já a Fundação Maria Rosa é uma “instituição que prossegue fins científicos, culturais e educativos visando a melhoria da vitivinicultura e engrandecimento da região do Douro, apoiando designadamente trabalhos técnicos e de investigação que, pela qualidade e interesse, contribuam para o desenvolvimento tecnológico e económico, assim como iniciativas com fins culturais, de beneficência e de solidariedade social.”

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dirigente do Conjunto Etnográfico de Moldes integra órgãos sociais da FAJDA

Os novos órgãos sociais da FAJDA
Ana Cristina Martins, vice-presidente do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses, foi recentemente eleita membro da Assembleia-Geral da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Aveiro (FAJDA), num encontro que decorreu nos passados dias 3 e 4 de Junho, no concelho de Arouca.
Rafael Vaz, presidente do Grupo de Jovens “A Tulha”, da Gafanha de Aquém (Ílhavo) é o novo presidente da Federação. A lista foi eleita por unanimidade numa das eleições mais participadas dos últimos anos. O acto eleitoral decorreu na noite de sexta-feira durante um jantar de trabalho em que se discutiu e aprovou o Documento Estratégico Aveiro Jovem 2020. O plano define-se como um “investimento significativo para o desenvolvimento da participação juvenil no distrito de Aveiro”.
Em sintonia com os propósitos da Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), o documento baseia-se em três vectores: aprendizagem, participação e inclusão. Sucintamente, o objectivo do plano Aveiro Jovem 2020 é “providenciar aos jovens do distrito de Aveiro ferramentas, competências, actividades, condições e alternativas para promover, motivar, aumentar, potenciar e facilitar a sua participação na sociedade civil em geral”. Do documento faz ainda parte a Carta de Cidadania que conta com vinte medidas práticas de participação juvenil que deverá ser apresentada e assinada pelos municípios do distrito para que seja realmente aplicada. Um verdadeiro Pacto para a Cidadania.
Homenagem a Gomes Ferreira
Durante o jantar foram homenageados antigos dirigentes da FAJDA, nomeadamente os arouquenses Gomes Ferreira (ex-dirigente do Conjunto Etnográfico de Moldes), Victor Mendes, Óscar Brandão e António Jorge Brandão de Pinho. A eles juntaram-se José Carlos Coelho, Ana de Jesus e José Vaz.
A tomada de posse dos novos dirigentes decorreu no dia seguinte (4 de Junho), na Loja Interactiva de Turismo de Arouca (onde também se discutiu o papel dos jovens e das associações no desenvolvimento local) e contou com a presença de Paulo Tomaz, adjunto do Secretário de Estado da Juventude e Desporto. No discurso de tomada de posse, Rafael Vaz comprometeu-se a “defender constantemente os interesses das associações do distrito junto do Instituto Português do Desporto e Juventude” (IPDJ) e “apostar na ligação às associações”. Também intervieram na sessão Margarida Belém (vice-presidente da Câmara Municipal de Arouca), Gil Nadais (presidente da Câmara Municipal de Águeda), José Pinheiro e Silva (presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra), Pedro Marques (vereador da Juventude da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis), Davide Garcia (vice-presidente da FNAJ) e Carlos Alves Pereira (vogal do conselho directivo do IPDJ). 
A FAJDA foi criada a 26 de Janeiro de 1990 com o objectivo primordial de defender o associativismo juvenil do distrito de Aveiro. A escritura pública no Cartório de Arouca consignou os propósitos da sua existência e o propósito inicial tem vindo a materializar-se de uma forma consistente e eficaz.

terça-feira, 8 de março de 2016

Conjunto Etnográfico de Moldes apresenta Relatório de Actividades e Contas em Assembleia Geral

Com o intuito de apresentar, discutir e aprovar o Relatório de Actividades e Contas referentes ao ano 2015, realiza-se, no próximo domingo, dia 13 de Março, uma Assembleia Geral do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses. A mesma terá lugar na sede da Junta de Freguesia de Moldes, a partir das 15:00. Os associados e a comunidade em geral estão convocados para discutir este e outros assuntos de interesse para a associação. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

À conversa com os seniores

O Conjunto Etnográfico de Moldes deu a conhecer mais um pouco dos seus 70 anos de história numa conversa com os seniores arouquenses, no passado dia 26 de Janeiro. A actividade À conversa com o Conjunto Etnográfico de Moldes, integrada na programação «Janeiro Sénior», promovida pelo Município de Arouca, permitiu recordar alguns factos da história do grupo desde a sua fundação em 1945.

A partir da análise de fotografias, artigos de jornais antigos e outros objectos desenrolou-se uma conversa que focou diversas temáticas como o trajar, o tocar, o cantar e o dançar. De entre os presentes, sobressaíram duas senhoras - a D. Claudina e D. Patrocínia - que passaram de assistência a protagonistas da conversa. Ambas integraram o corpo artístico nas décadas de 50 e 60 e relataram na primeira pessoa algumas vivências dessa altura.
Os seniores presentes tiveram oportunidade de ouvir o mais recente trabalho discográfico do Rancho de Moldes – A Serra a cantar e a dançar – e muitas das senhoras presentes não resistiram a botar uma canta, acompanhando um dos corais gravados no CD.
Houve ainda tempo para contactar com os instrumentos do grupo e de apreciar as singularidades do traje de lavradeira rica, nomeadamente a elegância e leveza dos lenços de seda. Os seniores puderam também folhear revistas e outras publicações do Conjunto Etnográfico de Moldes.
À conversa com o Conjunto Etnográfico de Moldes decorreu no Espaço Sénior, inaugurado recentemente, e foi mais uma oportunidade de o grupo se dar a conhecer à comunidade, em cima de palco e, sobretudo, fora dele. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Rancho de Moldes homenageia Fernando Miranda e apresenta novo trabalho discográfico

Falou-se do passado, do presente e dos desafios que se colocam no futuro. Homenageou-se o impulsionador do Conjunto Etnográfico de Moldes, pela dedicação inquestionável e liderança carismática do grupo, e apresentou-se o mais recente trabalho discográfico «A Serra a cantar e a dançar».

Professor Fernando Miranda e sua esposa, Maria do Carmo
Entrega das lembranças ao homenageado
O Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses assinalou sete décadas de trabalho ininterrupto numa sessão comemorativa que decorreu no passado sábado, dia 12 de Dezembro, na Loja Interactiva de Turismo de Arouca. Às cantas e cramóis de Moldes, que deram as boas-vindas aos presentes, seguiram-se os discursos de homenagem ao Professor Fernando Miranda – líder carismático e impulsionador do grupo nos anos 50 e 60.
“Pretendemos com esta sessão olhar para o passado, identificando e homenageando quem deu um largo contributo ao grupo. O professor Fernando Miranda é um homem que deu muito de si a uma causa que é de todos: a preservação da memória colectiva”, afirmou Ana Cristina Martins, vice-presidente do Conjunto Etnográfico de Moldes.
Intervenção da filha, Maria do Carmo
Intervenção de Arnaldo Pinho
Fernando Miranda assumiu a direcção do Rancho de Moldes em 1954, cerca de uma década após a sua fundação. Tinha apenas 18 anos. “De 1954 a 1977, o meu pai exerceu simultaneamente as funções de director artístico e presidente da direcção do Conjunto Etnográfico de Moldes. Um rancho que passou de um pequeno agrupamento folclórico que praticamente se limitava a cumprir a sua participação anual na Feira das Colheitas para um rancho com dimensão nacional, com participações regulares nos festivais mais importantes do país”, salientou a filha Maria do Carmo Miranda.
“O meu pai reuniu em si duas qualidades intrínsecas às dos líderes: inteligência e carácter. Teve sempre a insatisfação dos que querem fazer sempre mais e melhor, dos que sentem um enorme prazer intelectual em exercer o contraditório e transformar em superação o acabrunhamento pretendido pela má crítica”, enalteceu.
Amigo de longa data de Fernando Miranda, o padre Arnaldo Pinho também interveio, destacando a sua dedicação profunda, sentido ético e espírito consensual. “O Fernando deu um importante contributo à cultura popular regional que é extraordinariamente importante e é a única que resiste à passagem dos tempos”, realçou. “Esta é uma homenagem justa, porque é preciso homenagear quem luta e se dedica a uma causa”, afirmou.

Os feitos do passado e os desafios do futuro

Actuação do Conjunto Etnográfico de Moldes
Fundado em 1945, o Conjunto Etnográfico de Moldes tem vindo a realizar um trabalho significativo na defesa da cultura popular. “A história do Rancho de Moldes é longa e ansiamos que novos capítulos continuem a ser escritos. O grupo poderia acabar hoje que a sua história e o seu percurso jamais seriam igualados. Não só pela longevidade que os 70 anos representam, mas principalmente pelas mudanças estruturais que testemunhou e que foi superando”, argumentou Ana Cristina Martins, referindo-se à mudança da ditadura do Estado Novo para a democracia, à emergente necessidade de salvaguardar as identidades locais face a fenómenos como a globalização e às transformações da estrutura socioeconómica e cultural da sociedade portuguesa.
Sobre estas e outras transformações discursou Gomes Ferreira. O ex-dirigente do Conjunto Etnográfico de Moldes evocou os 70 anos do grupo, descrevendo os seus momentos mais marcantes. A passagem de uma participação pontual na Feira das Colheitas para a participação nos mais importantes festivais nacionais, o trabalho desenvolvido ao nível das cantas e dos cramóis, bem como a adopção do traje uniforme que hoje ostenta e que distingue Arouca ao largo e ao longe foram alguns dos temas abordados.
Intervenção de Gomes Ferreira
Gomes Ferreira destacou ainda o papel determinante do Conjunto Etnográfico de Moldes na fundação da Federação de Folclore Português e da Federação das Associações Juvenis do Distrito de Aveiro, a organização do primeiro festival de folclore que num curto período ganhou uma dimensão internacional e a publicação da revista Cultura Popular para assinalar os 40 anos do grupo.
“Com as primeiras Jornadas de Folclore de Arouca, em 1986, o mundo das universidades passa a interessar-se por Arouca, participando na actividade e debatendo o mundo rural. Em 1990, decide-se publicar os trabalhos resultantes dessas jornadas numa revista, a Rurália, que foi considerada, ao tempo, a mais importante publicação que reportava ao mundo rural”, referiu.
Em jeito de reflexão, Gomes Ferreira questionou: “Como se vai posicionar o Conjunto Etnográfico de Moldes face à crise do mundo rural, sobretudo numa freguesia com um acentuado envelhecimento da população?”. “Render-se? Não creio. Não faz parte da sua génese. Ao longo de setenta anos, soube gerir as crises e até fortalecer-se com elas. Agora não será diferente, estou certo. A freguesia é o berço do que o que no concelho melhor se faz, ao nível do folclore, da etnologia e da etnografia”, concluiu.

CD «A Serra a cantar e a dançar» é “legado para as gerações vindouras”

CD «A Serra a cantar e a dançar»
Na sessão comemorativa, o Conjunto Etnográfico de Moldes apresentou o seu mais recente trabalho discográfico, de nome «A Serra a cantar e a dançar». “Esta gravação assume um carácter de edição comemorativa dos 70 anos e o nome é uma alusão ao traço identitário que muito marca o folclore de Arouca – a identidade serrana”, explicou Ana Cristina Martins.
O CD é o volume 23 da colectânea Folclore Português, da editora Açor – Emiliano Toste Produções Multimédia, cujo elemento visual aglutinador é o azulejo. “A imagem de capa é um pormenor de um dos painéis da Sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca”, explicou a representante da direcção.
Momento cultural com as Vozes de Manhouce
A Serra a cantar e a dançar é mais um legado do Rancho de Moldes. Um registo que se assume como um elo de ligação entre o passado e o futuro com vista à salvaguarda da identidade de um povo. Para que não seja esquecida a identidade de uma serra que sempre cantou e dançou com o brio e a nobreza que lhe são próprios”, concluiu. 
A actuação do Conjunto Etnográfico de Moldes encerrou a sessão comemorativa. As Vozes de Manhouce protagonizaram outro dos momentos culturais da noite.

Fotografias de Carlos Pinho

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Conjunto Etnográfico de Moldes celebra 70 anos com homenagem e lançamento de CD

   2015 é um ano de celebração para o Conjunto Etnográfico de Moldes. A cerimónia comemorativa dos 70 anos prevê uma homenagem ao Professor Fernando Miranda, líder carismático e impulsionador do grupo na década de 1960, e o lançamento do mais recente trabalho discográfico do Rancho de Moldes “A Serra a cantar e a dançar”. Os momentos culturais serão assegurados pelo Conjunto Etnográfico de Moldes e as Vozes de Manhouce. A sessão terá lugar no próximo dia 12 de Dezembro, a partir das 21:30, na Loja Interactiva de Turismo de Arouca.
   Para a direcção do Conjunto Etnográfico de Moldes, a homenagem e o lançamento do CD reflectem a importância de se preservar o passado para se garantir o futuro. “Com esta cerimónia pretendemos marcar uma data que é significativa, e que são os 70 anos. E fazemo-lo de uma forma que julgamos ser a mais correta. Por um lado, olhando para o passado, identificando e homenageando quem deu um largo contributo ao grupo e, neste caso, o Prof. Fernando Miranda. Por outro lado, pretendemos também olhar para o futuro, acautelando os desafios que se impõem ao associativismo mas, acima de tudo, deixar um legado às gerações futuras. É o que pretendemos com a gravação do CD que compila tanto as danças como a polifonia que vêm sendo salvaguardadas pelo Conjunto Etnográfico de Moldes ao longo das suas sete décadas de trabalho”, afirmou fonte da direcção.
   Fundado em 1945, o Conjunto Etnográfico tem vindo a desenvolver um trabalho significativo na defesa da cultura popular, visível no conjunto diversificado de projectos desenvolvidos. As publicações editadas, como a «Rurália», a organização de espaços de debate e reflexão sobre a ruralidade e suas perspectivas de desenvolvimento, e a organização de eventos como o Festival Internacional de Folclore de Arouca, conferiram ao grupo um papel sempre activo no trilho da preservação do património e da cultura popular.
   Ao longo de sete décadas de actividade muitas foram as gerações que passaram pelo Conjunto Etnográfico de Moldes e cada uma assegurou, com o melhor desempenho e face aos condicionalismos do seu tempo, a sua continuidade. Mudanças tão significativas como a mudança de regime político, da ditadura do Estado Novo para a democracia, a projecção das identidades locais face a fenómenos como a globalização, as constantes transformações da estrutura socioeconómica e cultural da sociedade portuguesa ao longo dos tempos foram desafios que não inviabilizaram o funcionamento do grupo por um período tão alargado de tempo. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

XXXIII Festival Internacional de Folclore de Arouca assinala os 70 anos do Rancho de Moldes


Um workshop de folclore, uma noite gastronómica, um desfile etnográfico e o espectáculo de encerramento voltaram a colocar, de 12 a 15 de Agosto, o foco na cultura popular. A novidade da 33.ª edição do Festival Internacional de Folclore de Arouca é a exposição que dá a conhecer os 70 anos do Rancho de Moldes, os seus projectos e protagonistas.  



A cultura popular portuguesa e o folclore internacional voltaram a estar em destaque entre os dias 12 e 15 de Agosto. O XXXIII Festival Internacional de Folclore de Arouca, organizado pelo Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses, assinalou os 70 anos de actividade do Rancho de Moldes e a dimensão internacional foi assegurada pelo grupo moçambicano Xipane-Pane.
O Festival Internacional de Folclore de Arouca começou no dia 12 de Agosto com uma novidade na programação. A exposição “Rancho de Moldes – 70 anos de história” foi inaugurada na presença de antigos e actuais elementos e de outros amigos do grupo, e reúne na sala de exposições temporárias do Museu Municipal acontecimentos, estórias, projectos e protagonistas de sete décadas de actividade. Aqui é perceptível que o Rancho de Moldes soube adaptar-se às profundas alterações e manter-se activo no trilho da preservação do património e da cultura popular.
A passagem da ditadura do Estado Novo para a democracia, bem como de um país “orgulhosamente só” para fenómenos como a globalização, foram desafios que não inviabilizaram o funcionamento do grupo ao longo de sete décadas. Promotor de diferentes projectos, o grupo assumiu um papel de reflexão e promoção da cultura popular como matriz da identidade portuguesa. A exposição poderá ser visitada gratuitamente no Museu Municipal até 13 de Setembro.
Seguiu-se na quinta-feira o Espectáculo e Workshop de Dança na Praça Brandão de Vasconcelos, com a presença do Conjunto Etnográfico de Moldes, do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Válega (Ovar) e o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santo Espírito (Ilha de Santa Maria, Açores). Nesta noite, o público despiu-se do seu papel de mero observador e experimentou danças da serra com o grupo de Moldes e do mar com o grupo de Ovar. Com o grupo da Casa do Povo de Santo Espírito ecoaram os sons e movimentos da Sapateia e Chamarrita dos Açores.
A Noite Gastronómica decorreu na sexta-feira, dia 14 de Agosto, e reuniu à mesa os apreciadores da boa mesa e os pratos típicos de Arouca, Açores e Moçambique. Destaque para os ovos mexidos com chouriça de vinho, o frango da tasca e a mandioca frita, bem como para as tradicionais sopas de Espírito Santo, para a matapa de camarão e os rojões com castanhas. Como sobremesa não faltou o leite-creme, a aletria e a mousse de côco de Moçambique e biscoitos dos Açores. Este jantar multicultural foi acompanhado pela música tradicional (ao vivo) de Moçambique, Arouca e Açores.
No sábado à tarde, os grupos convidados foram solenemente recebidos nos Paços do Concelho pelo Presidente da Câmara, Artur Neves. Seguiu-se o desfile etnográfico pelas ruas da vila que terminou na Praça Brandão de Vasconcelos com uma pequena demonstração do grupo moçambicano.
À noite as luzes voltaram-se para o Terreiro de Santa Mafalda. Apesar da chuva que se fez sentir, todos os grupos subiram a palco e mostraram o seu folclore, os seus trajes e tocata, as suas danças, costumes e tradições. O Rancho Regional de Paredes abriu o espectáculo, seguiram-se o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santo Espírito, dos Açores, e o Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila, representativo da Beira Litoral (Gândara, Bairrada e Mondego). Ao palco subiu também o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, do Alto Minho, o Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda”, do Baixo Vouga e o Conjunto Etnográfico de Moldes.
O encerramento do espectáculo e da 33.ª edição do Festival Internacional de Folclore de Arouca foi feito ao som de ritmos africanos e coube ao grupo Xipane-Pane, representativo de Moçambique. Apesar da chuva foram muitos os que aguardaram até ao final para ouvir os embriagantes batuques e ver as típicas danças moçambicanas.
Fonte da direcção do Conjunto Etnográfico de Moldes afirmou que apesar de alguns contratempos e da chuva que caiu na noite de sábado, o balanço do festival é bastante positivo. “O facto de ficarmos a saber a pouco menos de uma semana do arranque do festival, que o grupo turco Yıldırım Belediyesi Halkdansları Grubu, por razões burocráticas, não viria até Arouca, obrigou-nos a uma reestruturação da programação prevista. Uma reestruturação bem conseguida graças à experiência acumulada em edições anteriores”.

A direcção mostrou-se, ainda, muito satisfeita pela capacidade de mobilização dos elementos do grupo e de outros colaboradores que, de forma voluntária, asseguraram a organização de todo o evento, salientando que o mesmo “implica uma logística muito significativa”.
“Além de assinalarmos os setenta anos de actividade do Conjunto Etnográfico de Moldes, conseguimos manter, como tem sido hábito, uma programação diversificada, e fazer com que durante quatro dias o património, a cultura popular, a tradição e os saberes do povo fossem os protagonistas”, concluiu. 

Fotografias de Avelino Vieira

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os saberes do povo e a interculturalidade no XXXIII Festival Internacional de Folclore de Arouca

O património, a cultura popular, a tradição e os saberes do povo são os ingredientes de mais um Festival Internacional de Folclore de Arouca. A 33.ª edição conta com a presença de um grupo da Turquia. 
Celebre connosco a interculturalidade e ajude-nos a preservar os saberes do povo, a nossa identidade. 
Veja o vídeo. 




XXXIII Festival Internacional de Folclore de Arouca - Uma identidade com passado e futuro.

domingo, 24 de maio de 2015

Moldes e seus corais polifónicos, na Reunião das Comissões Nacionais da UNESCO


Foto de Avelino Vieira
Foto de Avelino Vieira
O Conjunto Etnográfico de Moldes apresentou os seus cantares polifónicos aos representantes das Comissões Nacionais da UNESCO de vários países, bem como dos geoparques portugueses Naturtejo da Meseta Meridional, Arouca, Açores e Terras de Cavaleiros. A apresentação decorreu na noite de 22 de Maio, no Mosteiro de Arouca, no âmbito da Reunião das Comissões Nacionais da UNESCO, cujo objectivo foi debater e clarificar o Programa «Global Geoparks of UNESCO».